(Cof! Cof! Cof! Quanta poeira nesse lugar! ÁÁÁÁÁÁ!! UMA ARANHA!!)
Quanta saudade! MUITA! Tenho pensado muito em vocês. Os últimos três meses têm sido intensos. Adoraria contar tim-tim-por-tim-tim tudo (ou quase tudo! Para manter o mistério que é bom!). Mas vou me guardar pra quando as férias chegarem. Enquanto isso, deixo pra vocês o único bom fruto de um semestre acadêmico catastrófico (não por minha culpa. Juro!).
Quanta saudade! MUITA! Tenho pensado muito em vocês. Os últimos três meses têm sido intensos. Adoraria contar tim-tim-por-tim-tim tudo (ou quase tudo! Para manter o mistério que é bom!). Mas vou me guardar pra quando as férias chegarem. Enquanto isso, deixo pra vocês o único bom fruto de um semestre acadêmico catastrófico (não por minha culpa. Juro!).
Eu, menina criada no Chá Mate Leão (com manteiga, limão e mel quando a garganta doía). Eu, que não gosto do amargo. Eu, mineira fajuta que come pão-de-queijo com Fanta Uva. Eu, que cultivo um rancor pela elite branca, mole, gorda e cafeeira da minha estimada Cabo Verde. Eu! Era eu! O All Star branco (justo ele!) na lama, o sol rachando, o Punga (fusca membro da família Sousa) chacoalhando na estrada de terra, um entusiasmo que há muito não sentia, um carinho enorme por tudo e todos que cruzavam o caminho meu e da câmera do Boi (minha companheira inseparável num fim de semana intenso) e deu no que deu. Aplausos aos homens, mulheres e crianças que vivem a dor e a delícia de serem a Terra do Café! E vaias à Pontifícia!
O grão, que colore as montanhas sul-mineiras de vermelho e orgulho, é colhido, espalhado, seco, torrado e moído. O pó negro que resulta do processo mantém o hábito de mais de 90% dos brasileiros que não abrem mão do tradicional cafezinho diariamente. Na pequena, pacata e charmosa Cabo Verde - cidadezinha do Sul de Minas - o grão é muito mais que só a matéria prima de uma bebida que é fetiche nacional. Trata-se de luta. Ou por sobrevivência ou por poder. E assim, o mesmo grão que garante muito luxo a poucos, impõe a desigualdade a muitos. É a dor e a delícia de se viver a Terra do Café.
... o coador sempre de pano. E a prosa, mais que boa. Porque café não é feito pra ser expresso. Não é só tomar. Aqui, na pacata Cabo Verde, é (sobre) viver!